Identificação imediata de sintomas da catapora evita complicações

Erupções em forma de vesículas e bolinhas vermelhas na pele, na cabeça e no tronco, febre e muita coceira. Estes são os sintomas da catapora, doença provocada pelo vírus da varicela, que tem alto potencial contagioso pelo ar ou através de secreções e que tem ocorrência aumentada no período de julho a outubro.

Historicamente, no início da primavera é quando acontece o pico da doença, com elevação de até 60% do atendimento. E para que o caso não se agrave é importante identificar os sintomas logo no início. A orientação dos médicos é observar o aparecimento de bolhas de líquido claro pelo corpo, juntamente com sintomas semelhantes a um quadro gripal, com febre branda ou alta, dores no corpo, mal-estar e irritabilidade, principalmente em crianças abaixo de dois anos de idade. Em alguns casos, as pequenas vesículas de líquido claro, semelhantes a gotas de orvalho, podem ser os únicos indicativos da doença.

A infectologista do Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII), da Rede Fhemig, Andréa Lucchesi Carvalho, explica que os cuidados com a criança são simples, mas devem ser imediatos, logo que os primeiros sintomas começarem a aparecer. Os pais, ao identificá-los, devem levar a criança a um médico para que se tenha o diagnóstico confirmado da doença. Um dos cuidados é manter as unhas da criança sempre cortadas, para não haver a infecção das vesículas. Além disso, é importante a limpeza de todo o corpo. “Alguns pais têm receio de lavar a cabeça da criança quando há um quadro febril. Não existe nenhum risco neste procedimento e, no caso da catapora, é fundamental a higienização, principalmente da cabeça e do tronco”, ensina Andréa Lucchesi.

Cuidados

Confirmado o diagnóstico da catapora, os pequenos devem ficar em repouso e longe de outras crianças para evitar contaminação. Também devem ser redobrados os cuidados com a higiene. Água e sabão são os itens necessários para manter a limpeza do corpo, sobretudo do tronco – onde tem maior predominância dos ferimentos – unhas e couro cabeludo. Também deve ser evitado o uso de pasta d’água e o contato com terra ou areia, que podem ocasionar infecção na pele.

Andrea Lucchesi ainda afirma que “as grávidas e os pacientes em tratamento de doenças graves (como o HIV e câncer) devem ficar em alerta para não contrair a catapora. Há o risco de transmissão da doença para o recém-nascido e nos pacientes com histórico de imunodeficiência, pois a varicela atinge os órgãos internos, podendo evoluir para óbito”.
Em situações extremas, a catapora pode provocar infecção generalizada, pneumonia bacteriana e até morte.

Lesões

A doença é provocada por um vírus (varicela zóster) altamente contagioso. Em alguns casos, a catapora pode ser confundida com a varíola ou picada de insetos. As lesões na pele aparecem durante cinco dias, período de maior possibilidade de transmissão da doença. Com a evolução do quadro, o normal é que as vesículas se transformem em pústulas e crostas em poucas horas. O risco de contágio se inicia de um a dois dias antes do aparecimento da vesícula e permanece enquanto elas existirem.


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