Diabetes Gestacional recebe acompanhamento e tratamento especial

No próximo domingo (14) é dia de lembrar a prevenção e os cuidados com o Diabetes, doença que atinge cerca de dez milhões de pessoas apenas no Brasil, de acordo com a International Diabetes Federation (IFD). Caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue, a doença tem dois tipos de ocorrência principais: o tipo 1, que normalmente atinge pessoas com menos de 35 anos de idade e surge quando o organismo deixa de produzir insulina ou a produz em quantidade muito baixa. Nesse caso o paciente deve tomar injeções de insulina por toda a vida. O tipo 2 é relacionado a obesidade e ao sedentarismo e, normalmente, pode ser tratado com dieta e exercícios regulares.

Menos recorrente que os outros tipos, mas igualmente preocupante por parte dos médicos é o Diabetes Gestacional. Ele atinge cerca de 7% das grávidas e faz com que a gestação seja considerada de alto risco. De acordo com a médica obstetra da Maternidade Odete Valadares (MOV), da Rede Fhemig, Suzana Pires do Rio, a doença pode acontecer de duas formas diferentes. “Existe a ocorrência do diabetes gestacional quando a mulher já possui um dos outros tipos da doença, mas também há aquela que se manifesta apenas na gravidez e pode ou não se estender ao pós-parto”.

A médica, que também é líder do Grupo de Pesquisas da MOV, expos pesquisa sobre o tema Diabetes Gestacional no 2° Fórum Científico da Fhemig, que ocorreu na Associação Médica de Minas Gerais. O trabalho traça um perfil das pacientes que fazem o pré-natal no hospital, referência em acompanhamento de gestações de alto risco. Foram analisados os casos de 246 pacientes da maternidade que procuraram o serviço da MOV já apresentando quadro de diabetes, entre os anos de 2004 e 2008.

Segundo Suzana Pires do Rio, os riscos de uma gravidez com diabetes gestacional causar danos aos bebês são altos. Entre as pacientes que participaram da pesquisa 21,6% dos bebês nasceram com problemas respiratórios e 24% com algum tipo de má-formação do feto.

Outro dado preocupante, de acordo com a médica, é que cerca de 50% das mulheres que tiveram a doença durante a gravidez voltam a tê-la anos depois. “Metade dos casos certamente terão a doença, geralmente do tipo 2, 10 ou 20 anos depois da gravidez. Nesse caso se faz necessário continuar o acompanhamento médico e buscar um modo de vida mais saudável como forma de prevenção” alerta ela.

Tratamento

O diabetes gestacional deve ser tratado como os outros tipos da doença. Inicialmente é feito um acompanhamento da dieta da paciente, que é orientada a realizar ultrassonografias com mais frequência que as outras gestantes. Algumas devem tomar injeções de insulina e podem até mesmo ficar internadas na MOV para acompanhamento diário da equipe do hospital.

A MOV dedica as terças-feiras às mães que apresentam a doença. Elas passam todo o dia no hospital fazendo os exames e recebendo o atendimento de médicos, enfermeiros e nutricionistas. Os casos mais graves ainda são acompanhados por aproximadamente três meses após o parto.


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