Construção civil puxa geração de empregos e confirma crescimento econômico de Minas


Foram criados, nos 11 primeiros meses do ano, 310 mil postos de trabalho, com um crescimento de 8,86%

O crescimento da economia mineira foi responsável pela criação de 310.236 novos empregos no Estado, o que significa uma variação positiva de 8,86% durante os 11 primeiros meses deste ano. O resultado, em valores absolutos, continua sendo o segundo melhor do país, sendo superado apenas pelo estado de São Paulo.

Os números foram divulgados, nesta quinta-feira (16), em Brasília, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) relativo a novembro. O levantamento revela que, no mês passado, o Estado também registrou saldo positivo de 12.093 vagas, o que representou um aumento de 0,32%.

Até o mês de novembro, o maior percentual de contratações foi da construção civil, com uma variação de 15,71%, ou seja, foram criados 46.458 empregos no setor. Em números absolutos, no entanto, o setor de serviços liderou a geração de empregos, com um saldo de 111.881 e percentual de 8,68%. Foi seguido pelo comércio, que em função das contratações para o Natal, foi o setor que mais criou novos postos de trabalho, empregando 15.698 pessoas, com alta de 1,93%, enquanto no ano o setor comercial foi responsável pelo emprego de 55.718 pessoas e um crescimento de 7,25%. Mais uma vez, em novembro, a agropecuária apresentou queda de 3,03%, com a demissão de 8.735 trabalhadores. No ano, no entanto, sua variação foi positiva com crescimento de 3,61% e contratação de 9.334 pessoas.

Em 12 meses, no período compreendido entre dezembro de 2009 a novembro de 2010, os números do Caged indicam que a variação foi de 7,24%, com a criação de 260.474 empregos. Neste período, o principal setor responsável pelo crescimento foi serviços, que contratou 103.342 pessoas, representando uma alta de 7,93%. O segundo setor que mais contratou foi a indústria de transformação. A variação foi de mais 8,21%, com a admissão de 63.694 trabalhadores. O comércio ocupa o terceiro lugar, com variação de 7,40%, e geração de 57.131 empregos. Em valores percentuais, a maior criação de novos postos de trabalho foi da construção civil com o índice de 11,3% e em números absolutos, 34.916 novos empregos.

A queda de 1,4% na atividade agropecuária foi, mais uma vez, responsável pela diminuição do ritmo de crescimento da economia mineira. Único setor com desempenho negativo, a agropecuária foi responsável pela demissão de 4.096 pessoas.

Regiões

A Região Sudeste do país gerou mais de 52 mil novos postos de trabalho formais no mês de novembro. O resultado representa a melhor colocação nacional, sendo seguido pela região Sul (44 mil), Nordeste (37 mil), Norte (5 mil) e Centro-Oeste (-821). Houve desempenho positivo nos quatro estados durante o mês: Rio de Janeiro (31.965 postos), Minas Gerais (12.093 postos), São Paulo (4.999 postos) e Espírito Santo (3.057).

Todas as 27 Unidades da Federação apresentaram crescimento no nível de emprego nos 11 meses de 2010 e em 12 meses. No entanto, em novembro, Amazonas, Tocantins, Mato Grosso e Goiás registraram desempenho negativo.

O conjunto das nove áreas metropolitanas registrou a contratação de 106.390 pessoas em novembro, ou mais 0,72%. A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) acusou acréscimo de 9.700 empregos formais, crescimento de 0,65%. Nos 11 meses de 2010, a RMBH foi responsável pela geração de 124.583 novos postos, o equivalente a 9,12%. No período de 12 meses, o crescimento foi de 8,26% ou 114.624 novos empregos.

fonte: Ag. Minas

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