Centro-Oeste do Estado recebe mutirão para realizar cirurgias ortopédicas


Uma parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) vai possibilitar a realização de cirurgias ortopédicas no Hospital Regional de São Sebastião, localizado no município de Santo Antônio do Amparo, na região Centro-Oeste de Minas. As operações, que começaram no domingo (16) e vão até sábado (22), beneficiarão toda a região Centro-Oeste.

O secretário de Saúde de Santo Antônio do Amparo, Marcelo Carrara, disse que o mutirão, inédito em Minas Gerais, surgiu de uma demanda reprimida em cirurgias ortopédicas na região. Há dois anos começaram as análises das possibilidades do Into realizar as cirurgias. Foram feitas, então, reuniões com o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, com a equipe da Gerência Regional de Saúde de Divinópolis, o hospital regional e o Into.

O hospital, que conta hoje com 81 leitos, sendo 9 de UTI adulto, e quatro salas cirúrgicas, destinou R$ 70 mil de recursos do Pro-Hosp e R$ 10 mil de recursos próprios para fazer um novo projeto na área física, principalmente, na Central de Material Esterilizado (CME) e comprar de uma lavadora ultrassônica.

Durante toda a semana, uma equipe composta por 16 profissionais irá realizar cirurgias no quadril e no joelho. Serão feitas cerca de 30 operações.

“Todas as adaptações foram feitas com o aval da Vigilância Sanitária da GRS-Divinópolis e a expectativa é que, com a chegada de todo equipamento, possamos dar início ao credenciamento de ortopedia ao SUS para que possamos ser uma referência para a macro região”, ressaltou o diretor administrativo do hospital, Ramon Alves Gonçalves.

O prefeito de Santo Antônio do Amparo, Evandro Paiva Carrara, ressalta os investimentos nos últimos anos. “A saúde foi uma prioridade não só na atenção primária, mas também na reestruturação do Hospital São Sebastião, antes um hospital universitário. Reformamos o bloco cirúrgico com ampliação, adaptação interna e troca do telhado e procuramos recursos financeiros não só municipal, mas também em parceria com o Estado e convênios”, destacou o prefeito.

Para viabilizar essa ação, o Into está disponibilizando diversos equipamentos, como autoclave (para esterilização), camas leito elétrica, eletrocardiógrafo (para risco cirúrgico), mesa cirúrgica motorizada, respiradores artificiais eletrônicos, monitor multiparâmetro com tela colorida, focos de luz, entre outros aparelhos.

Já a Secretaria de Estado de Saúde está destinando R$ 50 mil para custear as atividades da equipe médica que irá realizar as cirurgias. O município de Santo Antônio do Amparo arcará com as despesas de hospedagem e alimentação dos profissionais.

A parceria entre a SES e o Into foi possibilitada pelo Projeto Suporte. Trata-se de um programa do Ministério da Saúde que leva mutirões de cirurgias na área de ortopedia a diversas localidades do país e que, a partir deste ano, tem a adesão de Minas Gerais.

“O projeto existe há cinco anos, com mais de 1600 cirurgias contabilizadas. Para realizá-las em Santo Antônio do Amparo, propusemos dois tipos, a de próteses de quadril e próteses de joelho. Foram selecionados junto à Regional de Saúde de Divinópolis 60 pacientes, 30 de quadril e 30 de joelho, que estivessem na fila de espera por uma cirurgia ortopédica. Estabelecemos como critério o tempo de espera para selecionar os 30 que realizariam o procedimento esta semana”, explicou o coordenador do Projeto Suporte, o médico, José Luiz Ramalho.

O Hospital Regional de São Sebastião foi escolhido para receber o mutirão devido à localização estratégica, que permite o atendimento a 35 municípios da região Centro-Oeste do Estado.

O principal objetivo do mutirão é proporcionar a melhoria de qualidade de vida dos pacientes, como é o caso de Maria dos Reis, de 56 anos, que sofre com desgaste no quadril esquerdo há três anos. “Eu estava na fila há três anos e sentia muita dor, que não conseguia nem ir ao banheiro. Com a cirurgia, eu espero melhorar e dançar forró”, contou.

A divinopolitana, Maria da Conceição, de 68 anos, sofre de dores no joelho há 10 anos, e há três entrou na fila por uma cirurgia. “Sinto dores, estalos, minhas pernas incham, tenho dificuldades para subir no ônibus e andar. Espero ficar melhor depois da cirurgia para que eu possa fazer as coisas normalmente, sem muitas dificuldades”, finalizou.

Ag. Minas

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