Pressão alta exige cuidados para evitar doenças cardiovasculares


No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, lembrado nesta terça-feira (26), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG)alerta a população para os cuidados que devem ser tomados para evitar este agravo, considerado uma doença silenciosa. A hipertensão é uma condição crônica que se caracteriza por valores elevados e sustentados de pressão arterial. Ela frequentemente se relaciona às alterações funcionais e/ou estruturais de órgãos-alvo (coração, vasos sanguíneos, encéfalo e rins) e a alterações metabólicas, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares.
No ano de 2010, foram registradas 32.471 mortes em Minas Gerais decorrentes de doenças cardiovasculares. Segundo o médico consultor daCoordenação Estadual de Hipertensão e Diabetes (Hiperdia), Aílton Cezário Alves Júnior, em linhas gerais, a pressão arterial é considerada normal quando seus valores estão menores que 120 mmHg para a pressão arterial sistólica e menores que 80 mmHg para a pressão arterial diastólica. É considerado pré-hipertensão quando os valores da pressão arterial sistólica estão entre 120-130 mmHg ou a pressão arterial diastólica está entre 80-89 mmHg. Acima desses números já é considerado hipertensão.
Grande parte dos casos de hipertensão arterial não tem causa aparente facilmente identificável, caracterizando a chamada hipertensão arterial primária. Entretanto, de 3% a 10% dos casos de hipertensão são decorrentes de uma causa identificável, que precisa ser devidamente diagnosticada, uma vez que a remoção do agente causador torna possível o controle ou a cura da hipertensão arterial. Nesses casos, tem-se a hipertensão arterial secundária, que apresenta como causas, as doenças renais e metabólicas.
Para Fernanda Santos Pereira, nutricionista e técnica do Hiperdia, o tratamento dos hipertensos deve considerar “a adoção de estilo de vida saudável, com redução do peso corporal, prática regular de atividade física, fim do hábito de fumar, moderação no consumo de álcool, redução no consumo de sódio e consumo de dieta rica em frutas, verduras e legumes”. Para valores de pressão arterial sistólica igual ou superior a 140-159 mmHg e diastólica igual ou superior a 90-99 mmHg, além das mudanças no estilo de vida, é recomendada a introdução de terapia medicamentosa.
Hiperdia
No nível da atenção primária à saúde, o Programa Hiperdia atua no estabelecimento das diretrizes clínicas estaduais referentes ao controle da Hipertensão, Diabetes, Doença Cardiovascular e Doença Renal Crônica; no apoio à implementação de instrumentos de capacitação e fortalecimento da gestão da clínica, como Canal Minas Saúde e Tele-Saúde; na distribuição de material educativo para as Unidades de Atenção Primária e na capacitação dos profissionais de saúde em temas específicos.
Na atenção secundária à saúde, uma das prioridades do Hiperdia é a implantação dos Centros Hiperdia Minas - Centros de Referência Secundária em Hipertensão e Diabetes -, que atendem hipertensos com um alto grau de complexidade e diabéticos com controle metabólico ruim.
Em 2007 foi inaugurado o primeiro Centro Hiperdia Minas na microrregião de Janaúba/Monte Azul. Em 2008 foi a vez da microrregião de Brasília de Minas/São Francisco ser contemplada. A microrregião de Itabirito recebeu seu Centro em 2009. Já no ano de 2010 foram implantados seis Centros Hiperdia nas seguintes microrregiões: Divinópolis/Santo Antônio do Monte, Almenara/Pedra Azul, Juiz de Fora/Lima Duarte/Bom Jardim de Minas, São João Nepomuceno/Bicas e Santos Dumont, Patrocínio/Monte Carmelo, Itabira e Viçosa.   
Com a implantação desses nove Centros Hiperdia, a SES-MG já investiu R$ 2,8 milhões para a compra de equipamentos e materiais permanentes, além das obras para as construções de espaços físicos destinados a esses Centros e manutenção dos serviços. Os Centros Hiperdia Minas cobrem atualmente mais de 2.600.000 mineiros.
Ao se analisar os dados do Datasus de 2008 a 2010, período em que foram implantados os Centros Hiperdia Minas citados, com relação ao indicador “Taxa de internações por Acidente Vascular Cerebral” (este indicador reflete a ocorrência de internações hospitalares por acidente vascular cerebral em indivíduos de 30 a 59 anos de idade para cada 10.000 habitantes nessa mesma faixa etária) foi possível constatar que houve uma redução desta taxa no Estado, passando de 8,06 em 2008 para 7,99 em 2009 e 7,79 em 2010.
Deve-se ressaltar que esse indicador avalia, de forma indireta, a disponibilidade de ações básicas de prevenção e controle da doença hipertensiva, especialmente na atenção primária e secundária.
fonte: Ag. Minas

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