Ricardo Eletro é condenado por corrupção


O empresário Ricardo Nunes, sócio da gigante varejista Máquina de Vendas (formada por Ricardo Eletro e Insinuante), foi condenado em primeira instância a três anos e quatro meses de reclusão por corrupção ativa, segundo informações do jornal "Valor Econômico".

A sentença, do juiz Hélio Egydio Nogueira, é da 9ª Vara Federal Criminal de São Paulo.
Luiz Carlos Murauskas/Folhapress
O sócio da Máquina de Vendas, Ricardo Nunes, que foi condenado em primeira instância à prisão por corrupção
O sócio da Máquina de Vendas, Ricardo Nunes, que foi condenado em primeira instância à prisão por corrupção

De acordo com a reportagem, ele é acusado de ter pago propina a um auditor da Receita Federal em São Paulo para que a sua empresa não sofresse autuação fiscal.

Procurado pela Folha, o advogado de Nunes, Nelio Machado, informou que apresentou recurso ao TRF (Tribunal Regional Federal). O empresário está em liberdade.

Já o auditor foi condenado a quatro anos de prisão e está preso desde setembro de 2010. Ele foi detido em flagrante pela Polícia Federal em setembro do ano passado com R$ 50 mil e US$ 4.000 em espécie ao sair da sede da Ricardo Eletro no bairro de Indianópolis, em São Paulo.

"A acusação de crime de corrupção não tem consistência, pois não há prova de ato concreto que evidencie a obtenção de vantagem indevida", afirmou o advogado em nota.

Segundo Machado, o processo descumpriu regra constitucional. "A defesa não teve acesso a nenhuma investigação aberta contra o auditor da Receita Federal, o que, por si só, cria nulidade insuperável para a validade do processo. Ainda assim, no mérito, na conformidade do bom direito e da jurisprudência dos Tribunais, sua absolvição será inevitável."
 
folha.com.br

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