quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Temperaturas elevadas podem aumentar risco de morte precoce


Um estudo realizado pela Universidade de Tecnologia de Queensland, na costa leste da Austrália, constatou que as altas temperaturas podem desencadear problemas cardíacos. Infarto e derrame são duas consequências que a exposição ao sol podem trazer. Além disso, o calor extremo pode alterar a pressão arterial, a espessura do sangue, as taxas de colesterol e a frequência cardíaca.

A pesquisa, que foi publicada na revista Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes, da Associação Americana do Coração, foi a primeira a comparar a temperatura média diária com os anos "perdidos" de uma pessoa. Segundo o estudo, a cada um milhão de habitantes, cerca de 72 anos foram perdidos em decorrência de morte cardiovascular prematura.

Um dos pesquisadores responsáveis pelo trabalho, Cunrui Huang, sinalizou a importância dessas descobertas, devido ao momento vivido pelo planeta, com mudanças climáticas e índices de obesidade e diabetes.
Para o professor e coautor do estudo, Adrian Barnett, se as pessoas passassem cerca de duas horas em um ambiente de clima temperado haveria possibilidade de reduzir mortes por doenças do coração e do sistema circulatório.

Estudo

Foram coletados dados diários da temperatura da capital de Queensland, Brisbane, entre os anos de 1996 e 2004. Após a análise, os pesquisadores compararam as mortes relacionadas a doenças cardiovasculares nesse mesmo intervalo. De acordo com eles, o problema pode acontecer em períodos de calor e frio. Porém, o número de mortes foi maior durante as temperaturas elevadas.

Brisbane tem verões quentes e úmidos, e invernos amenos e secos. Foram registrados, como temperatura média diária, 20,5°C, com ondas de calor em 1% dos dias e de frio em outro 1%. Os termômetros marcaram um pico de 29,2°C e um mínimo de 11,7°C.

Portal Eco com informações do G1.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário