Cobertura das eleições municipais no Brasil é marcada por violência contra profissionais da imprensa


Depois de um primeiro turno eleitoral tumultuado para jornalistas, que sofreram tentativas de censura eagressões por parte de candidatos ou de seus correligionários, o desfecho das eleições municipais no Brasil, cujo segundo turno ocorreu no último domingo, 28 de outubro, manteve o padrão de violência contra profissionais da imprensa.
Na noite do pleito, uma equipe de reportagem da Rede Gazeta do Espírito Santo foi alvo de agressões de militantes do candidato derrotado à prefeitura de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR). O repórter André Falcão e o cinegrafista Wagner Martins sofreram ferimentos, o cinegrafista chegou a desmaiar e foi pisoteado pelas pessoas que estavam no local, de acordo com a CBN. Martins foi socorrido e internado com hematomas na cabeça e em outras partes do corpo, mas recebeu alta nesta segunda, 29 de outubro.
Repórteres da Rádio CBN Vitória também sofreram agressões físicas e um cinegrafista da TV Vitória teve seu equipamento quebrado pelos militantes. Parte da ação foi gravada em vídeo (veja abaixo).
Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a equipe do jornal Correio do Estado foi hostilizada pela militância do candidato eleito prefeito de Campo Grande, deputado estadual Alcides Bernal (PP), durante a apuração dos votos, informou o próprio jornal. Eleitores revoltados ainda chutaram o automóvel do diário.
Repórteres que cobriam a votação do ex-presidente do PT José Genoíno, condenado recentemente no julgamento do escândalo do mensalão, também foram agredidos por militantes do partido. O jornalista Oscar Filho, do programa CQC, da Rede Bandeirantes, foi agredido com vários socos e precisou ser medicado no hospital, segundo o portal Uol.

fonte: Jornalismo das Américas

Comentários