quinta-feira, 7 de março de 2013

79% dos adolescentes experimentaram bebida alcoólica em casa


Pesquisa do Instituto QualiBest com 183 jovens entre 13 e 17 anos aborda temas como consumo de álcool, drogas e sexualidade. 60% são contra a liberação da maconha

Por Luisa Medeiros | 06/03/2013

luisa@mundodomarketing.com.br



Mais da metade dos adolescentes brasileiros com idades entre 16 e 17 já experimentou bebida alcoólica. O primeiro contato acontece predominantemente em reuniões de família: 79% disseram beber espumantes e vinhos em datas comemorativas como Natal, Reveillon e Páscoa, segundo pesquisa do Instituto QualiBest, que ouviu 183 jovens na faixa etária entre 13 e 17 anos das classes A,B e C que analisou o comportamento nos temas álcool, drogas e sexo.
Quando perguntados sobre drogas, 60% dos entrevistados são contra a legalização da maconha. Entre as justificativas para o posicionamento disseram se tratar de um alucinógeno que induz seus usuários a agressividade e a perturbarem outras pessoas, além de causar problemas de saúde e efeitos colaterais. Dentre os entrevistados, 89% disseram nunca ter experimentado nenhum tipo de droga. Daqueles que já tiveram algum contato, 59% utilizaram maconha. Para conversar sobre este assunto os amigos são os primeiros a serem procurados por 74% dos adolescentes, enquanto 21% procuram a mãe e 8% em média recorrem ao pai.
No quesito sexo, 19% dos entrevistados já tiveram a primeira relação, e 29% destes disseram ter acontecido aos 14 anos. Para se aconselhar sobre o assunto, 62% conversam com amigos e 22% optam por procurar os pais. Quando se tratam de adolescentes com os pais separados apenas 17% procuram o pai ou a mãe. Na classe A, 39% procuram aconselhamento sobre sexualidade na família, contra 12% nas classes B e C. A escola aparece como fator importante na educação sexual, pois 76% disseram ter participado de algum programa voltado para o tema na escola. Entre os entrevistados de classe média, 20% procuram os professores para esclarecer dúvidas.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Biogás que vem dos aterros pode gerar eletricidade para 1,5 mi de pessoas


A equação seu lixo + destinação em aterro sanitário + conversão do metano em biogás pode ser = a eletricidade para 1,5 milhão de pessoas. A conta está presente no Atlas Brasileiro de Emissões de GEE e Potencial Energético na Destinação de Resíduos Sólidos, estudo realizado pela Abrelpe (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), lançado na quinta-feira, 28 de fevereiro.

São 280 megawatts (MW) que podem ser produzidos a partir do aproveitamento do biogás, o metano obtido através da decomposição do lixo. Este gás de efeito estufa, aliás, é um dos mais nocivos ao meio ambiente, segundo os especialistas, por ter poder de destruição 21 vezes maior ao do dióxido de carbono (CO2), que é mais abundante.
Mas para que esse potencial se transforme efetivamente em energia, ainda é necessário um investimento de quase R$ 1 bilhão, segundo o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho. A estimativa foi feita com base no custo de US$ 5 milhões (R$ 9,87 milhões) para instalação de uma planta média, com capacidade de geração de 3MW.

"Um dos objetivos desse atlas é estimular que os negócios do setor sejam desenvolvidos. A ideia é incentivar tanto o investidor a implantar e operar a geração de energia, como também incentivar os órgãos de governo a estimular essa energia a partir do lixo, como foram estimuladas outras fontes de energia, como a eólica", exemplificou Dias Filho ao Estadão.

Destinação inadequada

O estudo, realizado com apoio da EPA (Environmental Protection Agency, a agência ambiental dos Estados Unidos) e da Global Methane Initiative, mostra o potencial de aproveitamento do lixo no Brasil, que em 2011 gerou 198 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia.

São 62 milhões de toneladas ao ano, das quais 11% não chegam sequer a ser coletadas, e outros 41% (75 mil toneladas diárias) ainda têm destinação inadequada, indo parar em lixões ou aterros sem condições seguras de proteção ao meio ambiente.

domingo, 3 de março de 2013

Crianças de 1 a 4 anos são principais vítimas de intoxicação por medicamentos, alerta médico


Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - A curiosidade infantil e o apelo visual dos medicamentos coloridos em cápsulas, comprimidos ou líquidos acondicionados em frascos são um perigo à saúde das crianças, principalmente, na faixa etária de 1 a 4 anos. O alerta é do médico e toxicologista Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Ele observou que cada vez mais os adultos recorrem a medicamentos para transtornos psíquicos como os antidepressivos, os calmantes, os estimulantes, os ansiolíticos e as drogas para dormir. Segundo o médico, não são raros os casos de crianças que, atraídas pela cor ou pelo cheiro, pegam esses remédios em gavetas e armários e acabam tomando-os.
Segundo o médico, nem sempre ingerir inadequadamente esses medicamentos leva a uma intoxicação. Ele diz que os responsáveis pela criança devem agir com calma e buscar orientação. Também alerta que beber água ou leite após o uso indevido de algum medicamento pode até comprometer mais a saúde. Tomar água, por exemplo, potencializa o efeito do remédio, porque o composto químico irá percorrer a corrente sanguínea mais depressa. Se for leite, há risco de uma reação, lembra o especialista. Outro procedimento a ser evitado é provocar o vômito.
Uma pesquisa feita pelo Ceatox indicou que, no primeiro semestre do ano passado, ocorreram 600 casos de intoxicação, dos quais a maioria das vítimas (25%) era criança de 1 a 4 anos. A faixa de 5 a 9 anos representou 8% dos casos.
Os adultos somaram 11% dos atendimentos, prevalecendo os que tinham entre 30 e 39 anos. Mais da metade (60%), incluindo todas as faixas etárias, são do sexo feminino.
O Ceatox oferece atendimento para os primeiros socorros por telefone. Médicos, enfermeiros e farmacêuticos estão à disposição 24 horas por dia. Para falar com eles, os interessados podem ligar para número 0800 0148110.