sexta-feira, 17 de julho de 2020

Estudo realizado pelo Sebrae Minas pretende ampliar a área irrigável do Vale do Rio Picão, em Bom Despacho



 _Zoneamento Ambiental Produtivo irá indicar a viabilidade e os impactos na produção agrícola e na economia, por meio de mais captação de água do Rio São Francisco

Uma equipe do Sebrae Minas se reuniu com representantes do Sindicato Rural, da Prefeitura de Bom Despacho e das cooperativas de crédito Sicoob Credibom e Cooperbom, no dia 10 de julho, para debater sobre o estudo preliminar de Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP), nas sub bacias hidrográficas do Rio Picão e do Córrego dos Machados. 
 
O objetivo do estudo, realizado pelo Instituto Antonio Ernesto de Salvo (Inaes), é ampliar a área de irrigação no Vale do Rio Picão, por meio de uma maior captação de água do Rio São Francisco.
 
De acordo com o gerente do Sebrae Minas, Leonardo Mól, a implantação do projeto deverá envolver a criação da Associação dos Irrigantes do Rio Picão e o apoio dos Governos Estadual e Federal para o Licenciamento Ambiental e a obtenção dos financiamentos necessários.
 
“Considerando o relevante impacto econômico e social que o projeto irá desencadear na região de Bom Despacho e o grande incremento na produção agrícola, entendemos que é muito importante a participação do Governo, especialmente, no diz respeito ao sistema de captação da água e fornecimento de energia elétrica, bem como a participação de outros parceiros com os quais ainda estamos conversando”, conta Leonardo. 
 
 Terra promissora

O Vale do Rio Picão, localizado na bacia do Rio São Francisco, no município de Bom Despacho, é conhecido pela fertilidade de suas terras, pela excelente topografia que favorece a mecanização das lavouras e pela localização privilegiada em relação aos principais centros consumidores do país.
 
“As terras do Vale do Rio Picão são bastante valorizadas, mas sub aproveitadas com apenas uma única safra anual de grande risco, em função da irregularidade pluviométrica da região. Considerando uma cultura anual com resultado entre R$ 0,5 mil a R$ 1 mil por hectare tem-se uma baixa remuneração da terra, entre 1,7 a 3,3 % ao ano”, explica a analista do Sebrae Minas Fabiana Vilela. 
 
O estudo preliminar, contratado pelo Sebrae Minas, visa a definir a viabilidade de um projeto que deverá ampliar e melhorar a área irrigável no Vale do Rio Picão, por meio de captação de quatro metros cúbicos (4 m3) de água no Rio São Francisco e seu lançamento na nascente do Rio Picão. A nascente fica a 15 quilômetros de distância, com um desnível máximo de 52 metros.
 
“Com essa nova vazão é possível irrigar cerca de cinco mil hectares e garantir o melhor funcionamento dos pivôs já instalados, ampliando a produção de grãos na região em 60 mil toneladas ao ano”, finaliza Fabiana.

Fonte Sebrae MG

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