TOQUE DE BOLA

Por Sérgio Cunha



De volta para o futuro

O dia em que Flávio Lopes foi “trolado” em BD

 

Neste mundo conturbado de coronavírus, as fotos antigas invadiram o Facebook. Imagens de Bom Despacho de todas as épocas nos proporcionam viajar no tempo. As fotografias de futebol, também, fazem a mesma rota. Uma delas postada pelo ex-atleta da Associação, Vantuil Rodrigues, hoje nos EUA, me remeteu ao final da década de 1980. Se não me engano num feriado de aniversário de nosso querido município. A seleção da Cidade Sorriso enfrentou o Valério, no lendário estádio Chico Marques. Um empate heroico por 0x0 com um time profissional e tradicional do futebol mineiro.

Enquanto Baiano, Mendonça, Zé Preto, Borjão, Leite, Hamilton, João Márcio, Vantuir, Paulo Helvécio, Lemão Catira, Adãozinho e o técnico Bibi seguravam a equipe de Itabira, eu e meu amigo, já falecido, acompanhavam a partida pela arquibancada. Após o jogo a equipe alvirrubro voltou para o Salão São Vicente onde ficou hospedada. Depois do jantar, voltaria para o Vale do Rio Doce.

Do time do Valério destacava o goleiro Délio e o meia Flávio, que alguns anos depois sagraria campeão mineiro pelo América e transformaria num treinador renomado em Minas Gerais.

Este meu amigo, custoso por si só, me chamou para ir até o Salão São Vicente. Na entrada, vimos o garboso ônibus do Valério e resolvemos entrar pra conhecer. Ele viu a chuteira do Flávio, pegou e resolveu dar uma cusparada nela. Depois do mau feito, deixamos o local em disparada.

Passado muito anos depois, já como jornalista, nos corredores do Mineirão, me encontrei com o treinador Flávio Lopes. Por um instante lembrei do jogo contra o Valério, da “trolagem” do meu amigo e quase, o perguntei sobre a chuteira. Deixei pra lá. Talvez ele nem se lembraria ou puxaria minha orelha...

 

 

Eleição no Cruzeiro

A cusparada levada pelo ex-presidente da Raposa, Zezé Perrella (de 1995 a 2002 e de 2009 a 2011), na saída da sede campestre do Cruzeiro, no Barro Preto, região centro-sul de BH, foi mais comentada que a vitória do advogado Sérgio Santos Rodrigues na eleição celeste na última quinta (21). O novo mandatário vai ter trabalho. O ex-diretor-geral, Sérgio Nonato, também apareceu para votar e saiu escoltado pela Polícia Militar. Wagner Pires de Sá foi o único que teve bom senso e ficou longe dos holofotes.

Campanha do Agasalho

Com inverno chegando a galope, a diretoria do Famorine está promovendo a “Campanha do Agasalho” para arrecadar roupas, cobertores, colchões, calçados e meias que serão distribuídos para os mais necessitados. A arrecadação foi até o dia 25/05. Mais uma ação da diretoria do Verdão que está fazendo a diferença!

Distanciamento social

O mais difícil nesta pandemia de Covid-19 é manter o distanciamento social. Eu estou aqui em BH longe de minha família, dos amigos e dos Galácticos do Real Ratinho. Quem ama fica longe. Distanciamento social é não ir na casa da mãe, do amigo, é sair somente quando necessário. Muitas pessoas não entendem isso e as estatísticas do coronavírus na Cidade Sorriso aumentam a cada dia. Cuide dos mais idosos. Fiquem bem! Fiquem em casa!

Niver da Carol

O aniversário de Bom Despacho também me remete a primavera da minha primeira sobrinha Carol. Em tempos normais, estaríamos juntos para um churras e comemorar o seu dia. Saudades de ti! Que esta data se repita por toda eternidade! Felicidades, Carol! Feliz aniversário, Bom Despacho, minha terra querida!




Fique em casa!

Futebol não volta tão cedo em BH


Os três times da capital retornam de férias na próxima segunda (4) e até segunda ordem, os jogadores permanecerão em casa seguindo um protocolo de treinamentos a ser repassado pelos profissionais da preparação física dos clubes. Mesmo em meio a pandemia do novo coronavírus, há conversas entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes para o retorno gradual do futebol, mesmo que de portões fechados.

Em BH, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) foi enfático em dizer que o futebol não retorna na capital tão cedo. Com sua metralhadora giratória, o ex-presidente do Atlético bateu forte: “pensar em futebol, agora, é coisa de débil mental”. A Federação Mineira de Futebol (FMF), através de seu presidente Adriano Aro, se encontrou antes do feriado com o governador Romeu Zema para discutirem uma possível retorno das atividades profissionais. Kalil rebateu: “se eles quiserem jogar na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, aí tudo bem. Aqui em BH ninguém vai jogar”.

Em Bom Despacho, com mais de 100 casos suspeitos de Covid-19, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura, é melhor manter o isolamento social e aguardar o retorno das atividades seguindo as orientações das autoridades. Mas dá saudade dos certames veteranos da nossa Cidade Sorriso! Que saudade do Real Ratinho e dos seus Galácticos!

Robertinho

Agora nem com ajuda de Pai de Santo! A Justiça do Trabalho condenou o Cruzeiro a pagar R$ 1,5 milhão ao seu ex-preparador de goleiro, Robertinho, demitido no mês de janeiro deste ano. A ação alegou férias vencidas, atraso de salários, indenização por rescisão contratual dentre outros. A decisão cabe recurso. Em pleno Dia do Trabalhador (1), Robertinho levou a melhor contra seu ex-clube. Atualmente, o baita profissional atua na comissão técnica do Alverca, de Portugal. O sucesso longevo do goleiro Fábio pode certamente colocar na conta do Robertinho!

Kalil x Sette Câmara

Nos últimos anos a política do Atlético esteve sempre em mares calmos seguindo o “clã” de Alexandre Kalil, mas parece que uma tormenta veio atribular o navio atleticano com o racha entre o atual presidente, Sérgio Sette Câmara, e o antigo mandatário.

Ao quitar a dívida do Galo com a Udinese-ITA junto à FIFA, Sette Câmara reclamou das pendências financeiras deixadas por gestões anteriores, e principalmente os 2,2 milhões de euros pagos pela aquisição do contestado Maicosuel.

Em entrevista à ESPN Brasil, Kalil respondeu as críticas de seu ex-pupilo que poderia rivalizar somente com o próprio pai (Elias Kalil) e Nelson Campos, ex-notórios presidentes do clube, e que Maicosuel, foi importante na conquista da Copa do Brasil 2014 e rendeu um bom dinheiro com as negociações de empréstimos para o exterior e venda posteriormente.

Um dos piores mandatários do Atlético no quesito futebol, Sette Câmara deverá tentar a reeleição para dar continuidade à construção da Arena MRV, mas terá trabalho nos bastidores com a oposição de Alexandre Kalil





Um toque de solidariedade 2

Ajude o Famorine em sua ação social
O Famorine é um dos mais tradicionais times de Bom Despacho. Além de sua história repleta de glórias, o Verdão do bairro de Fátima prima pela organização e planejamento. Com um trabalho digno de aplausos, a Arena Famorine está se transformando num dos melhores estádios da região.

O trabalho nas divisões de base rende frutos para o time amador. São cerca de 216 crianças em suas divisões menores. É de lá que surgem os craques. Prata da casa do Verdão, o atacante Andinho está brilhando no futebol de Bulgária depois de despontar nos juniores do Atlético.

E com a pandemia em que vivemos atualmente, o futebol está parado como também as escolas. Mas a diretoria do Famorine não para nos bastidores. Pensando na dificuldade encontrada em diversas famílias de baixa renda e com suas crianças passando fome, o alviverde iniciou uma campanha para doações. O intuito é arrecadar alimentos, produtos de higiene pessoal.

“Escolas fechadas e não tem merenda. Muitos passam necessidades. Vamos fazer cestas básicas para doar. Precisamos de sua ajuda”, conta o diretor Renato Testel.

Você pode participar desta campanha de solidariedade do Famorine até o dia 06 de maio. Os donativos serão recebidos na Arena Famorine. Outras informações através do whattsapp (37.991522811) ou no número (37.999254324).

De Cerezo a Bar do Tonhão!

Nesta última terça (21), feriado de Tiradentes e data emblemática para os mineiros, Antônio Carlos Cerezo completou 65 anos. Com 400 jogos pelo Atlético, Toninho Cerezo iniciou sua carreira em BH e depois fez fama no futebol italiano (Roma e Sampdoria). Se não levantou o troféu da Copa do Mundo pela seleção brasileira em duas oportunidades (1978 e 1982), o ex-volante se sagrou campeão mundial por duas vezes no São Paulo (1992 e 1993) no time comandado pelo saudoso mestre Telê Santana.

Independente dos títulos que conquistou, Cerezo tem um feito que poucos jogadores já o fizeram: parou Bom Despacho. Fato contato por verso e prosa por nomes de peso do jornalismo bondespachense, como o icônico colunista Professor Tadeu Araújo e o Bruxo Renato Fragoso.

Em Janeiro de 1979, a Cidade Sorriso literalmente parou para assistir o empate emblemático de 3x3 entre a fantástica Associação e o badalado Atlético. O mesmo invicto Galo que em março de 1978 perdeu o Brasileirão de 1977, nos pênaltis, para o São Paulo, que tinha dez pontos a menos na classificação final.

O ‘Patrão da Bola’ foi o nome deste jogo inesquecível. Viu a Associação do Lucio Padeiro abrir três gols e ainda perder um pênalti. Coube ao Toninho Cerezo assumir a responsabilidade de conseguir um emblemático empate e só não virou por não houve tempo.
Usei a efeméride do aniversário de Cerezo e este “jogo do século” para parabenizar o William que faz um excelente trabalho nas redes sociais de resgate da história de Bom Despacho através de fotografias. Como é bom deliciar as imagens e esquecer este mundo louco de coronavírus. Viva o Cerezo, viva a Associação de 1979, viva o Bar do Tonhão!


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