Entrevista do Jornal Fique Sabendo com o escritor Fernando Humberto de Resende, autor do livro: “Bom Despacho 300 anos: Homens que a construíram”.

Fernando Humberto 
Jornal FS - Fernando qual o tema de seus livros?

FH - São 4 livros, cada um com 400 páginas, 30 capítulos
O título – Bom Despacho, é a região do centro-oeste mineiro, descrita em preciosos detalhes.
300 anos – o tempo da narração, de 1715 a 2012.
Tomo I de 1715 a 1912 – Os primórdios do Arraial de Nossa Senhora do Bom Despacho à emancipação político-administrativa;
Tomo II de 1912 a 1940 –Grupo Escolar Bom Despacho – Festa de Nossa Senhora do Rosário – Reinado;
Tomo III – 1940 a 1969 – Da Segunda Guerra Mundial à Inauguração da BR 262;
Tomo IV – 1970 a 2012 – A opressão do Regime Militar – Ditadura versus A libertação do Movimento do Roda Viva de Bom Despacho à comemoração do Centenário de Emancipação Político-administrativa de Bom Despacho.
Homens que a construíram – todos que aqui nasceu ou nasce, viveu ou vive e que independentemente da idade ajudaram a construir um lugar melhor para se viver.
 Jornal FS – Quanto tempo de pesquisa?
FH - Esse livro é um trabalho de 20 anos de pesquisa no Arquivo Público Mineiro, diocese de Mariana, Instituto Histórico de Pitangui – parte documental. Entrevistei mais de mil pessoas, releitura de diversos autores e um acervo de dez mil fotos.
Jornal FS – Quais as cidades que você descreve?
FH – Pitangui, Dores do Indaiá, Luz, Patos de Minas, Santo Antônio do Monte, Moema, Nova Serrana, Itaúna e outras.
Jornal FS – Você fala sobre a chegada dos “turcos”?
FH – A chegada dos portugueses, italianos, libaneses, alemães, chineses, curitibanos.
Jornal FS – O que você considera mais importante?
FH – As pessoas veem as obras, Igreja Matriz, Santa Casa, Vila Militar, mas o mais importante é a união das pessoas em prol de um bem comum. Ajuntava 20, 30 coronéis e cada colaborava com uma certa quantia, ou comprava uma quantidade de ações e fundavam a Fábrica de Tecido, as siderúrgicas e a cidade progredia, gerava empregos.
Jornal FS – Quais as curiosidades que encontraremos em seus livros:
FH – São muitas:  um fotógrafo que participou da comitiva de Guimarães Rosa. Os fantasmas que fizeram parte de nosso cotidiano. Um toureiro que virou coveiro. Só lendo para encontrar tantos personagens desconhecidos.
Jornal FS – Você dedicou um capítulo ao Jornalismo.
FH – A impressa sempre teve um grande destaque, desde o final de 1800 com o Zé d’Avó, com o Nicolau Leite, Eurico Bento Chaves e recentemente o Jornal Fique Sabendo e todos estão nestes livros. Destaquei a Segurança Pública, a Justiça, a Polícia Militar e Civil.
Jornal FS – Você participou da 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo?
FH – Fiz uma Sessão de Autógrafos no dia 04 de agosto de 2018, onde compareceram vários amigos e o melhor está representando minha cidade e meu livro foi divulgado em todos os países. Teve um leitor dos Estados Unidos que me enviou uma mensagem, onde dizia está impressionado com a construção do centro-oeste mineiro e a riqueza de detalhes.
Jornal FS- Onde as pessoas poderão adquirir os livros?
FH – Os livros estão à vendas nas bancas de revistas, na internet em diversos sites, na Papelaria BD Útil, ou com o autor pelo telefone (37) 99136.1237.
Jorna FS – Mais alguma coisa que gostaria de acrescentar?
FH – É uma obra rara, feita com muito carinho, um trabalho profissional, paguei 9 mil reais para fazer a revisão ortográfica, a Editora Scortecci fez um trabalho primoroso, E os leitores irão se deliciar, pois é uma leitura prazerosa como tomar um bom cafezinho e comer um biscoito da Mariquinha, uma viagem em nossa história. Valor cada livro R$ 70,00 reais e os 4 - R$ 250,00


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