sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Vereador Fernando Cabral tem sua candidatura cassada pelo TSE

 

Fernando Cabral

Na última sexta-feira, dia 05, circulou pelas redes sociais o  voto do Ministro Edson Fachin, do STF, que que pedia cassação do Vereador Fernando Cabral, em virtude do pedido de cassação do Partido Social Democrático (PSD). EM conversa com o Jornal Fique Sabendo, o parlamentar informou que 'ainda não estava cassado', porém iria recorrer caso a decisão do julgamento seria em desfavor. 

No entanto, nesta sexta-feira, dia 12 de novembro, foi proclamada a decisão de julgamento do recurso especial eleitoral para julgar o indeferimento da candidatura do ex-prefeito de Bom Despacho no Tribunal Superior Eleitoral e  o resultado não foi satisfatório a seu favor. Por unanimidade, o TSE decidiu em indeferir a candidatura do edil. 

Na certidão emitida pelo TSE, foi informado a seguinte decisão: "O Tribunal, por unanimidade, deu parcial provimento ao recurso especial eleitoral, para indeferir o registro de candidatura de Fernando José Castro Cabral ao cargo de vereador pelo Município de Bom Despacho/MG, no pleito de 2020, e determinou comunicação imediata desta decisão, ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, para que proceda à retotalização dos votos, e, também, para que determine o imediato afastamento do recorrido da Câmara de Vereadores, nos termos do voto do Relator. Votaram com o Relator os Ministros Alexandre de Moraes, Mauro Campbell Marques, Benedito Gonçalves, Sérgio Banhos, Carlos Horbach e Luís Roberto Barroso (Presidente)". 

Em resposta a reportagem do Jornal Fique Sabendo, o Vereador Fernando Cabral disse que agora aguardar a publicação do acórdão, para entrar com recursos cabíveis. "Vou aguardar a publicação do acórdão. Neste momento estou aguardando para entrar com os recursos cabíveis", afirmou.

Deve-se lembrar que Fernando Cabral foi cassado como prefeito de Bom Despacho em outubro de 2019 pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE), numa ação impetrada pelo ex-prefeito Haroldo Queiroz, que o acusou de Abuso de Poder Econômico,  no qual houve aumento salarial para servidores em período eleitoral e uso de meios de comunicação durante o pleito eleitoral de 2016, e também  quando o mesmo tinha uma coluna escrita num jornal semanal da cidade. Entretanto, o ex-chefe do executivo local entrou com recurso através dos embargos declaratórios do referente processo e conseguiu permanecer no cargo até março de 2020, porém  renunciou ao cargo e logo depois concorreu a vaga de vereador do município do corrente ano, sendo o mais votado inclusive.   


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